
" Que pode uma criatura, senão entre criaturas, amar?
Amar e esquecer
Amar e mal- amar
Amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Este é o nosso destino:
amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação
ilimitada a uma completa ingratidão...
E na concha vazia do amor, a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita..e o beijo tácito, e a sede infinita..."
Hoje até que me deixei envolver pelos poemas do amor,há dias vinha resistente...meio que amargurada pelas dores da vida.Hoje deixei-me envolver pelo amor...tenho tido dias em que oscilo o meu humor devido a uma desilusão, a problemas com a vida.Mas hoje mesmo em meio a uma virose, eu estou me sentindo bem melhor, queria que o meu amor me desse sinal, que ele voltasse a me escrever,a me telefonar, mas por enquanto o silêncio ainda faz parte, esse silêncio é uma tortura que eu tenho que aprender a lidar com ele.E nem posso reclamar fui eu mesma que fiz com que ele existisse...o silêncio...daria tudo por um email, por um telefonema.Mas eu aprendo a lidar e a não errar tanto por que errar todo mundo erra e todo mundo vai errar um dia, mas não precisa ser tanto .Sei que tenho que aprender a me permitir, permitir sentir, permitir errar...me puno muito e isso faz com que muitas vezes eu sofra mais ainda.O que importa é amar e se deixar amar...estar aberta aos novos, aos velhos amores.Aos antigos, aos que desapareceram sem nada deixar, aos que tudo deixaram, aos que tudo levaram...amar ...amar o infinito...mas amar...se deixar amar...se permitir...desamar...amar de novo...esquecer..lembrar e assim V I V E R !
Beijos
Gislaine