4 de fevereiro de 2009

Defeitos!?


"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."(Clarisse Lispector)
E quem não possui defeitos que atirem a primeira pedra...é muito difícil para todos admitirem que tem defeitos, eu os tenho aos montes...sou chata, abusada, exigente, as vezes relapsas com umas coisas,e não acho feio admitir...feio é esconder-se por trás de qualidades e que o tempo inteiro diz:...sou boazinha, bonitinha...detesto quem se diz "inha"... eu gosto é das más, tenho meus dias de "Maysa"(isso parece com uma amiga minha) os quais jogo tudo para cima e vivo do jeito que quero...gosto de princesas, de príncipes encantados, mas também da Bruxa, adoro as mocinhas do cinema, das novelas, mas também adoro as antagonistas,todo mundo tem seu dia de Branca Letícia de Barros Mota, de Nazaré, de Laura, e todo mundo tem seu dia de princesa e o seu dia de bruxa,alguns escondem muito bem, outros insistem em viver por trás desses personagens, eu não, eu quando não gosto não finjo, não sei fingir, não sei me vestir da personagem: eu gosto de todos, todos me agradam, eu não,eu brigo, eu xingo, eu sou chata mesmo, tenho "tpm", tenho mau humor terrível, tenho calcinha furada, tenho sutiã do elástico folgado, tenho sandália sem salteira,tenho os cabelos encaracolados, que viram a juba de um leão quando estão sem a bendita chapinha,e quem gostar de mim que goste assim não posso mudar para agradar ninguém, eu sou assim, esse é meu jeito...quem me conhece sabe que sou...me ama ou me odeia..sou tida como antipática, mas os que verdadeiramente me conhecem sabe que não sou, é a minha defesa...ataco antes de ser atacada...acho que é meio assim que funciona comigo...o bom mesmo é se assumir, admitir que erra, que sente raiva, que briga, que xinga...gostem ou não, e as pessoas que me cercam sabem disso, ai hoje não era um bom dia para esse texto, pois detesto gente que finge, que mascara ser o que não é...gosto do que é verdadeiro, do que é realidade, como diz meus amigo na "vera"...detesto essas turminhas cheias de "inhas", amiguinha, coleguinha...amorzinho...isso não existe um dia elas vão se trair,vão passar por cima uma da outra,as vezes até ponho apelidos como forma de tratar aquele amigo, mas isso tem me gerado problemas, tô tentando me policiar até desses tratamentos, tentando deixar esse jeito de tratar de lado... amizade está muito além dessas "inhas"..esse tipo de tratamento não cabe em mim...quando gosto eu gosto, mas quando eu não gosto eu odeio...rsrsrs... só por isso...por que eu tenho defeitos, eu sou humana, eu sou normal...
Beijos
Gislaine

QUERO TUDO!


Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas: - assim me tornarei um daqueles que fazem belas as coisas.

"Amor fati" -amor ao destino-: seja este, doravante, o meu amor. não quero fazer guerra ao que é feio. não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores.

Que minha única negação seja 'desviar o olhar'! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia apenas alguém que diz sim.

{Nietzsche}
BEIJOS
Gislaine

Quanto Tempo Demora Um Mês?


Quanto Tempo Demora Um Mês
Biquini Cavadão


Acordei com o seu gosto

E a lembrança do seu rosto

Porque você se fez tão linda

Mas agora você vai embora

Quanto tempo será que demora

Um mês pra passar

A vida inteira de um inseto

Um embrião pra virar feto

A folha do calendário

O trabalho pra ganhar o salário

Mas daqui a um mês

Quando você voltar

A lua vai tá cheia

E no mesmo lugar...

Se eu pudesse escolher

Outra forma de ser

Eu seria você

E a saudade em mim agora

Quanto tempo será que demora

Um mês pra passar

Ser campeão da copa do mundo

Um dia em Saturno

Pra criança que não sabe contar vai levar um tempão

Daqui a um mês

Quando você voltar

A lua vai tá cheia

E no mesmo lugar

Mas daqui a um mês

Quando você voltar

A lua vai tá cheia

E no mesmo lugar...

Quando você voltar

Daqui a um mês

Mas daqui a um mês

Quando você voltar

A lua vai tá cheia

E no mesmo lugar...
Uma amiga me disse que essa seria minha música
nesse período em que eu estivesse aqui em Sampa...
e a música fica moendo..remoendo...passando na minha cabeça...
eh...vidinha engraçada essa...e ficou..e pegou o ring do momento...
a música da viagem...VALEU AMIGA....
Beijos...
Gislaine

A MALA!



Não sei para vocês mas arrumar mala pra mim é sempre muito difícil, nunca sei o que levar, geralmente a minha vive pronta...vivo com ela nas costas...agora quando foi para fazer essa minha viagem a São Paulo todo mundo imaginava que a arrumação da mala pra mim ia ser terrível...e não foi...a fiz faltando apenas 5 dias da viagem...o que levar, o que não levar, sabia que não poderia levar muita coisa, mas muito de mim vive em uma mala...quem me conhece sabe disso, da minha paixão por sapatos, da minha paixão por bijouterias,e como levar tudo, como deixar, isso pra mim não foi difícil, e eu que imaginava, tentei ser prática, mas hoje percebi que fui prática demais, deixei tanta coisa que queria ter trazido, e trouxe tanta coisa que deveria ter deixado...mas o mais importantes eu trouxe comigo que são os sentimentos, as pessoas, elas foram os primeiros a serem colocados aqui dentro da mala, junto dos meus , sapatos e do meu "cheiroso"- quem me conhece sabe que não me afasto do meu lençol de estimação...roubado da casa de uma amiga...morro de ciúmes dele..ninguém pode pegar...e os perfumes, e os cremes, e a maquiagem...tinha que caber tudoo, não podia faltar nada pois seriam 48 dias afastados...e aos poucos estou descobrindo o que esqueci...sim esqueci de falar na mala tem que caber os remédios, quem me conhece sabe também que sou um pouco, só um pouco hipocondríaco, que tenho sempre um remedinho pra tudo, curo tudo, sou uma doutorinha...meu sal de frutas, inseparável...hehehe,o sal de fruta...ele me faz lembrar de uma pessoa...e continuando...a mala...tinha que ter tudo, em uma só não coube, vamos fazer duas , três, mas não daria para carregar tanto peso...senta em cima da mala, coloca tudo ..ela fica estufada..quase não fecha..acaba fechando...e meus bichos...tive que levá-los...eles são inseparáveis meus sapos, meu macaco..vieram..mas não é que esqueci da danada da minha caneca...só lembrei no aeroporto...e minhas irmãs ainda faziam fofoca perguntando se eu não tinha esquecido nada..e eu as surpreendi com uma mala só...umazinha...e aos meus amigos também, meus fiéis amigos, que lá estavam a se despedirem de mim, eles sim estavam lá, pra que eu pudesse levar um pouco deles e deixar um pouco de mim...até mais...até breve...será que teríamos um adeus...rsrsrs ...isso era tão difícil pra mim, me afastar de quem eu mais amo..e meu filho que pedia o tempo inteiro..-mamãe você leva o bebê com você para a casa da Tia Mônica em São Paulo, e o choro, e a mala..tudo era tão difícil pra mim, mas não podia chorar pelo meu João Miguel eu não podia chorar, eu tinha que vir, minha irmã me esperava, minha sobrinha nós a esperávamos... e eu tinha que estar lá quando ela viesse ao mundo...eu tinha que me separar do meu João por ela..ai como é difícil a separação, e é por que não era a primeira vez da separação, mas do meu João era...e foi difícil, só não foi mais difìcil por que eles estavam lá..eles...minha mãe, minhas irmãs, meu filho...e eles meus Amigos...com eles sou tudo, sem eles não sou nada...e foi...e assim a mala está aqui aberta eu a olho todos os dias, não a desarrumei...mexo-remexo e ela lá...meu desejo é por tudo dentro sentar em cima e saber que é a hora de voltar voltar para os braços de quem eu amo...e ela olha pra mim ...todos os dias desarrumada...toda misturada já não tem mais nada da que eu fiz na minha casa...mas conto os dias pra refazê-la...faltam exatamente 26 dias para que ela seja fechada novamente...Por que a vontade é de ir...só por isso...ir... beijos Gislaine...

O amor não tem título...


Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

O amor não tem título

(Porque o amor mesmo é um mendigo sem nome, emprego, salário, família e, apesar disso, tem residência fixa e comprovante de endereço. E, além disso, nós. Nós fortes que não desatam. Só atam cada vez mais.)
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Estou com medo. Não entendo bem as coisas. Dia desses pensei ter a razão, esqueci que ela dá cambalhotas e vai parar lá do outro lado bem firme, mas com as pernas um pouco em estado de treme-treme-com-hifenzinho. Quando algo treme, trec trec, pode perder a força, orça, rça, ça, ah, caiu. Espatifou. Eu espatifo, tu espatifas, ele espatifa. Adoro a palavra espatifar. Eu sei, tenho paixões quase doentias por determinadas palavras. É o meu vício. Continuo com medo. Não sei se vou entender bem as coisas.
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Li uma frase hoje (enquanto eu circulava os olhos pela internerd) que me deixou cismada. Eu cismo com tudo, você sabe. Cismo com teia de aranha, pó em cima da prateleira, torneira aberta, relógio que não para sem acento com o tic tac, gente que ronca e/ou come de boca aberta mostrando todos os pedaços de lombinho, unhas sujas, cabelo com caspa, cismo com tudo. Cismo com excessos de simpatia, com falta de sorriso na cara, com gente solícita demais, com gente que tem estoque de patadas, cismo com a cisma. Cismo com a minha tpm. Hoje cedo, por exemplo, tudo me irritava. Normalmente sou rápida. Toca o despertador, levanto sem pestanejar ou dar ração pra preguiça sem trema. Tocou, desliguei, levantei. Abraço de bom dia (não tem nada mais gostoso), beijo de bom dia (não tem nada mais gostoso, deu empate), um pé fora da cama, outro pé dentro do banheiro. Banho, café, seca-seca-de-cabelo, roupa e vambora. E se der mole ainda lavo a louça e arrumo a cama. Meu namorado aproveita cada momento da vida, inclusive o despertar. Toca o despertador, ele coloca mais uns minutos, vira pra lá, pra cá e pra lá de novo, espreguiça, vira pra cá mais um pouco, boceja, espreguiça, me dá bandiabraçobom (eba!), bandibeijobom (eba, deu empate) e aí levanta, toma café e isso e aquilo e mais um espreguiça-espreguiça e vira pra tudo quanto é lado. Normalmente eu não me importo, inclusive acho o máximo o jeito como ele amarra o tênis. Também acho fofa a maneira como ele fecha o olho esquerdo por causa da claridade ou por causa do sono ou por causa de. Mas hoje tudo me irritava, inclusive essa coisa de gostar de aproveitar cada minuto como se fosse o último. Eu tenho pressa. Corro. A paciência não veio de brinde no meu pacote. E me peguei pensando nessas coisas do amor.
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Interessante duas pessoas que resolvem unir suas vidas e suas diferenças. Olha, tá aqui a minha vida. Junta a tua com a minha, a minha com a tua, a gente faz um mix, sacode, remexe, bota um adoçante e bebe tudinho. Ui, que delícia, que gostoso, que genial. Isso é o amor. Amor é junção. É exercício de paciência. Paciência no sentido de entender que o outro é diferente, sente diferente, pensa diferente, reage diferente, é todo diferente e se você ama, tem que amar igual e não diferente. Porque o amor é igualdade. É ser igual nas diferenças: você aceita a minha, eu aceito a sua e a gente vai ser feliz. Ouié, beibe. E dá pra ser feliz, claro que sim. É possível só quando você quer. Por que as pessoas desistem tão facilmente? Eu respondo: não sabem aceitar as diferenças. Eu tenho uma tpm horrenda, viro um monstro imenso e melequento, xingo sem pensar, brigo sem querer, procuro alfinetes pra espetar quem me rodeia. Tá bom, vai, não sou tão má assim. Brigo com quem é próximo, com quem eu sei que ali irá permanecer. Sabe aquela paciência matinal? Pois ele tem outras paciências muito maiores que as minhas. Ele ignora meus comentários tpmísticos, simula uma surdez pra não me dar trela e brigar. Por que tô contando essa mini-história-de-paciência-e-diferenças-e-igualdade? Porque o amor tem disso: aceitar o outro com tudo o que ele traz. Eu trago muita coisa. Tem coisa estragada, sei bem. E tem tanta coisa linda que só quem me conhece sabe. Porque eu sou uma pessoa muito boa, entende? Porque eu mudo do açúcar pra pimenta em poucos segundos. E isso é bem, bem ruim. Mas cada um tem um poço com água clara e lama, se é que você entende.
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Em que raio de lugar eu quero chegar? Cismei com a frase que li em um lugar, que na verdade tinha subfrases. Depois fui além, vi que existem poesias e letras de música e mais um monte de coisa brega do tipo que só fica bonito no texto. Na vida real é tudo xexelento. "Minha vida só faz sentido com você. Você é tudo pra mim. Você é a minha vida. Te dou a minha vida. Te amo mais do que a mim mesmo". Pega o Liquid Paper, abre bem a mente e se tiver que fazer um furo no cérebro pra informação entrar, por favor, faça. Não acredito em amores assim, a não ser na telinha da Globo, no melhor estilo Janete Clair. Ou lá no Pantanal com a Juma. Dramalhão mexicano tipo o que rolava no SBT também tá valendo. Por gentileza, não diga que sou a sua vida, não me dê a sua vida, não deixe que as coisas só façam sentido comigo, não deixe que eu seja tudo pra você, não me ame mais do que a você mesmo.
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Se ame muito pra me amar. Me ame de graça e por tudo que eu sou. Me ame pelas minhas partes tracejadas, picotadas, rasuradas, limpas, claras e legíveis. Me ame quando eu sacudir o avesso de mim. Me ame quando eu me perder numa avenida que tenha o nome escrito em uma placa grande com a fonte maior ainda. Me ame quando a placa grande com o nome da avenida estiver gritando na minha cara e, ainda assim, se eu continuar zonzamente perdida, sem saber pra onde ir ou como me achar, me abrace silenciosamente e diga baixinho no meu ouvido que está ali, assim vou saber que você me ama. Me ame quando eu souber o meu lugar. Me ame quando eu disser que tá tudo bem, que nem foi nada de mais. Me ame entendendo que foi demais, que nada está bem, porque eu disfarço. Me ame sabendo que meu orgulho de vez em quando ultrapassa os meus 1.69 de altura. Me ame quando aparecer uma goteira no meu telhado e o meu quarto virar um riacho.
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Me ame muito, me ame sempre, me ame quando eu sorrir, chorar, desistir, quando eu quiser recomeçar. Me ame quando eu disser que vou voltar atrás. Me ame quando todo mundo for embora e a festa terminar. Me ame quando eu estiver numa multidão. Me ame com vontade, sabendo que você veio e virá sempre antes de mim, porque pra poder amar tem que se aceitar. Me ame sim, mas entenda que amor pra mim é aquele que a gente pode amar sendo quem é, com os pés sujos de andar no chão, com o cabelo emaranhado de tanto cafuné e com o coração livre. Porque a minha vida é a minha vida. A sua vida é a sua vida. Elas quiseram se juntar e andar com as mãos unidas. Simples assim, sem essa de eu te dou a vida. Eu dou o amor, somente, porque ele vale mais que tudo. E com ele a gente aprender a se amar mais e melhor. Porque o amor não tem título, muito menos definição.
Por Clarissa Corrêa


Ela é perfeita..parece que escreve pra mim..me vejo em suas escritas..muitas vezes penso que sou eu falando...escrevendo..pensando...adorooooo..PARABÉNS..CLARISSA...beijos...Gislaine

3 de fevereiro de 2009

AMIZADE...








































































































" Depois de algum tempo você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida,mas quem você tem na vida."



A saudade ta grande...e essa foi a forma que encontrei de tê-los perto de mim...beijos Gislaine

CASTELOS...DE AREIA...DE SONHOS...DE TUDO!


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.É saber falar de si mesmo.É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.Pedras no caminho?Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."(Fernando Pessoa)
É isso a vida inteira a gente passa construindo sonhos...e os castelos estão sempre lá..pode me chamar de romântica, de sonhadora, mas eu acredito em príncipe encantado, que o amor pode dá certo que a vida é pra ser curtida...não sou pessimista...e olha que a vida já me fez cada uma que poderia até ter pensado em desistir, mas eu estou aqui acreditando, que tudo da certo...acredito em destino, e mais ainda, acredito que o que é meu está guardado, que o que tiver de ser meu vai..o que eu tiver que conseguir eu vou conseguir...detesto gente pessimista, e quem me conhece sabe disso...acredito nas pessoas ...esse é o meu maior defeito...acredito sempre nas pessoas e que elas não tem maldade...no final descubro que não existem pessoas perfeitas e que eu vou me decepcionar...mas acreditando sempre que vou ser feliz...injustiças a gente sempre vai encontrar...pessoas inescrupulosas, mas deixando-as sempre para trás...como diz o poeta ..pedras sempre tem..e eu estou caminhando...fazendo dela degraus...e um dia chegarei onde quero chegar, não tenho medo...luto por tudo e por todos, limites..nunca...não temos limites, o céu é o limite...hehehehe...sonho, mas sonho com o pé no chão..não dá para viver no fantástico mundo de Bob...a realidade é dura mas a gente tem que acreditar e correr atrás...querer é poder ,é só correr atrás..quando a gente quer, a gente pode,a gente consegue...eu sou mulherzinha sim que gosta de fantasiar, que gosta de homem romântico, que gosta de carinho e de atenção...amo fazer dengo, fazer birra, fazer charme, desejar e ser desejada...quero mãos, pés, juntos, misturados, quero cheiro, quero gosto...fazer castelo de areia, brincar de ser criança...tudo pode quando a gente quer amar...querer amar, querer ser feliz, querer mais e sempre mais...querer um pouco mais não faz mal a ninguém...agora salientando que o meu limite termina onde começa o do outro.beijos..Gislaine

2 de fevereiro de 2009

O amor

O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...
É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...
É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...(Camões...)

VII

No tempo que de amor viver soía,
Nem sempre andava ao remo ferrolhado;
Antes agora livre, agora atado,
Em várias flamas variamente ardia.
Que ardesse n'um só fogo não queria
O Céu porque tivesse experimentado
Que nem mudar as causas ao cuidado
Mudança na ventura me faria.
E se algum pouco tempo andava isento,
Foi como quem co'o peso descansou
Por tornar a cansar com mais alento.
Louvado seja Amor em meu tormento,
Pois para passatempo seu tomou
Este meu tão cansado sofrimento!

(CAMÕES)


O Amor nunca falha, e a vida não falhará enquanto houver Amor. Seja qual for a sua crença, ou sua fé busque primeiro o Amor. ele está aqui, existindo agora, neste momento. O pior destino que um homem pode ter é viver e morrer sozinho sem amar e sem ser amado. O poder da vontade não transforma o homem.
O amor transforma. Ainda que eu fale a línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conhecer todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé,a ponto de transportar montanhas, se não tiver Amor eu nada serei.Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que eu entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
O Amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba. Mas,havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Quando, porém, viero que é perfeito, o que então é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como um menino, sentia como um menino, Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque agora vemos como o espelho, obscuramente, e não veremos face a face; agora conheço em parte, e então conhecerei como sou conhecido.Agora, pois permanecem a Fé, a Esperança, e o Amor. Estes três. Porém, o maior deles é o Amor.
("Texto extraído da"carta de Paulo a Corintíos")
Não me canso de tentar entender o amor, são poetas, cronistas,cantores, homens e mulheres, enfim o ser humano fala do amor, com muita propriedade, mas será que nós sabemos o que é o amor? Já vi muitos conceitos, sonetos...até a bíblia trás um texto sobre o mesmo..e você que aqui está lendo essas minhas poucas palavras..será que você sabe o que é o amor? Eu não sei...existe um amor que é o que eu conheço que é o amor de mãe e o amor de filho..sinto que sou amada por meu filho e o amo...e sinto que sou amada como filha...do resto não sei se já amei...se já fui amada...não sei nem se vou amar novamente...ou se estou amando atualmente ...e sei que não tenho propriedade para o mesmo...O grande poeta Camões já falou...o amor é fogo que arde sem se ver...é ferida que dói e não se sente...quem me dera um dia sentir um amor desses que dói e não se sente...Quero sim sentir o amor..amar e ser amado..não entendo quando algumas pessoas não conseguem sentir, expor o que ta sentindo...eu explodo..eu sou emoção e nunca a razão..um dia quem sabe eu serei razão..mas pra mim amor é coração, emoção..é sentir desordenadamente...há quem me diga que não consegue imaginar que o coração possa mandar mais que a razão...E o que é a razão...você amar e esconder que ama...ou você não amar e dizer ao outro : EU TE AMO, e não em letras garrafais...mas gritar em alto e bom tom que ama...Estampar nas páginas do orkut...nos perfis do msn...um amor falso..esse eu não quero sentir..esse eu não quero para mim...aí eu me pergunto: Será que isso é a razão?Será que isso é a razão controlando a emoção...Amar o homem , amar a mulher...o amor entre homem e mulher esse é complicado de se explicar...há quem diga que para o amor não há explicação. Agora o amor entre amigos...amigos verdadeiros...eu estou falando de amizade..aquela que você sabe que tem, e que em outros momentos já mencionei...aí vale sim gritar em alto e bom tom: EU TE AMO!Meus amigos vale a pena sim...sentir que tem uma pessoa do outro lado que te ama, que tem uma enorme dedicação por você por que assim como o amor entre homem e mulher, o amor entre amigos é dedicação, é atenção..sabe aquele chavão: Quem ama cuida!..é isso quem tem amigo cuida, cultiva a amizade para que ela cresça..dê frutos...que ela seja duradoura..quisá...eterna! Tenho amigos que não sabem o amor que lhes devoto.mas tenho sinto um imenso amor..as vezes demonstro, as vezes digo..EU TE AMO...digo mesmo e já fui julgada por isso, não é feio dizer ao amigo que você o ama...isso é amizade...isso é amor...enfim quem souber o que é o amor que me diga...que me responda...Beijos Gislaine...♥

Um pouquinho de Drummond





Carlos Drummond de Andrade

Cronologia:
1902 - Nasce em Itabira do Mato Dentro, Estado de Minas Gerais; nono filho de Carlos de Paula Andrade, fazendeiro, e D. Julieta Augusta Drummond de Andrade.
1910 - Inicia o curso primário no Grupo Escolar Dr. Carvalho Brito. em Belo Horizonte, onde conhece Gustavo Capanema e Afonso Arinos de Melo Franco.
1916 - Aluno interno no Colégio Arnaldo, da Congregação do Verbo Divino, Belo Horizonte.
1917 - Toma aulas particulares com o professor Emílio Magalhães, em Itabira.
1918 - Aluno interno no Colégio Anchieta da Companhia de Jesus em Nova Friburgo; é laureado em "certames literários". Seu irmão Altivo publica, no único exemplar do jornalzinho Maio, seu poema em prosa "ONDA".
1919 - Expulso do Colégio Anchieta mesmo depois de ter sido obrigado a retratar-se. Justificativa da expulsão: "insubordinação mental".
1920 - Muda-se com a família para Belo Horizonte.
1921 - Publica seus primeiros trabalhos na seção "Sociais" do Diário de Minas. Conhece Milton Campos, Abgar Renault, Emílio Moura, Alberto Campos, Mário Casassanta, João Alphonsus, Batista Santiago, Aníbal Machado, Pedro Nava, Gabriel Passos, Heitor de Sousa e João Pinheiro Filho, todos freqüentadores do Café Estrela e da Livraria Alves.
1922 - Ganha 50 mil réis de prêmio pelo conto "Joaquim do Telhado" no concurso Novela Mineira. Publica trabalhos nas revistas Todos e Ilustração Brasileira.
1923 - Entra para a Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte.
1924 - Escreve carta a Manuel Bandeira, manifestando-lhe sua admiração. Conhece Blaise Cendrars, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade no Grande Hotel de Belo Horizonte. Pouco tempo depois inicia a correspondência com Mário de Andrade, que durará até poucos dias antes da morte de Mário.
1925 - Casa-se com a senhorita Dolores Dutra de Morais, a primeira ou segunda mulher a trabalhar num emprego (como contadora numa fábrica de sapatos), em Belo Horizonte. Funda, junto com Emílio Moura e Gregoriano Canedo, A Revista, órgão modernista do qual saem 3 números. Conclui o curso de Farmácia mas não exerce a profissão, alegando querer "preservar a saúde dos outros".
1926 - Leciona Geografia e Português no Ginásio Sul-Americano de Itabira. Volta para Belo Horizonte, por iniciativa de Alberto Campos, para trabalhar como redator-chefe do Diário de Minas. Heitor Villa Lobos, sem conhecê-lo, compõe uma seresta sobre o poema "Cantiga de Viúvo".
1927 - Nasce, no dia 22 de março, mas vive apenas meia hora, seu filho Carlos Flávio.
1928 - Nasce, no dia 4 de março, sua filha Maria Julieta, quem se tornará sua grande companheira ao longo da vida. Publica na Revista de Antropofagia de São Paulo, o poema "No meio do caminho", que se torna um dos maiores escândalos literários do Brasil. 39 anos depois publicará "Uma pedra no meio do caminho - Biografia de um poema", coletânea de críticas e matérias resultantes do poema ao longo dos anos. Torna-se auxiliar de redação da Revista do Ensino da Secretaria de Educação.
1929 - Deixa o Diário de Minas para trabalhar no Minas Gerais, órgão oficial do Estado, como auxiliar de redação e pouco depois, redator, sob a direção de Abílio Machado.
1930 - Publica seu primeiro livro, "Alguma Poesia", em edição de 500 exemplares paga pelo autor, sob o selo imaginário "Edições Pindorama", criado por Eduardo Frieiro. Auxiliar de Gabinete do Secretário de Interior Cristiano Machado; passa a oficial de gabinete quando seu amigo Gustavo Capanema substitui Cristiano Machado.
1931 - Falece seu pai, Carlos de Paula Andrade, aos 70 anos.
1933 - Redator de A Tribuna. Acompanha Gustavo Capanema quando este é nomeado Interventor Federal em Minas Gerais.
1934 - Volta a ser redator dos jornais Minas Gerais, Estado de Minas e Diário da Tarde, simultaneamente. Publica "Brejo das Almas" em edição de 200 exemplares, pela cooperativa Os Amigos do Livro. Muda-se, com D. Dolores e Maria Julieta, para o Rio de Janeiro, onde passa a trabalhar como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, novo Ministro de Educação e Saúde Pública.
1935 - Responde pelo expediente da Diretoria-Geral e é membro da Comissão de Eficiência do Ministério da Educação.
1937 - Colabora na Revista Acadêmica, de Murilo Miranda.
1940 - Publica "Sentimento do Mundo" em tiragem de 150 exemplares, distribuídos entre os amigos.
1941 - Assina, sob o pseudônimo "O Observador Literário", a seção "Conversa Literária" da revista Euclides. Colabora no suplemento literário de A Manhã, dirigido por Múcio Leão e mais tarde por Jorge Lacerda.
1942 - A Livraria José Olympio Editora publica "Poesias". O Editor José Olympio é o primeiro a se interessar pela obra do poeta.
1943 - Traduz e publica a obra Thérèse Desqueyroux, de François Mauriac, sob o título de "Uma gota de veneno".
1944 - Publica "Confissões de Minas", por iniciativa de Álvaro Lins.
1945 - Publica "A Rosa do Povo" pela José Olympio e a novela "O Gerente". Colabora no suplemento literário do Correio da Manhã e na Folha Carioca. Deixa a chefia de gabinete de Capanema, sem nenhum atrito com este e, a convite de Luís Carlos Prestes, figura como editor do diário comunista, então fundado, Imprensa Popular, junto com Pedro Mota Lima, Álvaro Moreyra, Aydano Do Couto Ferraz e Dalcídio Jurandir. Meses depois se afasta do jornal por discordar da orientação do mesmo. É chamado por Rodrigo M.F. de Andrade para trabalhar na Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde mais tarde se tornará chefe da Seção de História, na Divisão de Estudos e Tombamento.
1946 - Recebe o Prêmio pelo Conjunto de Obra, da Sociedade Felipe d'Oliveira. Sua filha Maria Julieta publica a novela "A Busca", pela José Olympio.
1947 - É publicada sua tradução de "Les liaisons dangereuses", de Choderlos De Laclos, sob o título de "As relações perigosas".
1948 - Publica "Poesia até agora". Colabora em Política e Letras, de Odylo Costa, filho. Falece Julieta Augusta Drummond de Andrade, sua mãe. Comparece ao enterro em Itabira que acontece ao mesmo tempo em que é executada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a obra "Poema de Itabira" de Heitor Villa-Lobos, composta sobre seu poema "Viagem na Família".
1949 - Volta a escrever no jornal Minas Gerais. Sua filha Maria Julieta casa-se com o escritor e advogado argentino Manuel Graña Etcheverry e passa a residir em Buenos Aires, onde desempenhará, ao longo de 34 anos, um importante trabalho de divulgação da cultura brasileira.
1950 - Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu primeiro neto, Carlos Manuel.
1951 - Publica "Claro Enigma", "Contos de Aprendiz" e "A mesa". É publicado em Madrid o livro "Poemas".
1952 - Publica "Passeios na Ilha" e "Viola de Bolso".
1953 - Exonera-se do cargo de redator do Minas Gerais, ao ser estabilizada sua situação de funcionário da DPHAN. Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu neto Luis Mauricio, a quem dedica o poema "A Luis Mauricio infante". É publicado em Buenos Aires o livro "Dos Poemas", com tradução de Manuel Graña Etcheverry, genro do poeta.
1954 - Publica "Fazendeiro do Ar & Poesia até agora". Aparece sua tradução para "Les paysans", de Balzac. Realiza na Rádio Ministério de Educação, em diálogo com Lya Cavalcanti, a série de palestras "Quase memórias". Inicia no Correio da Manhã a série de crônicas "Imagens", mantida até 1969.
1955 - Publica "Viola de Bolso novamente encordoada".
1956 - Publica "50 Poemas escolhidos pelo autor". Aparece sua tradução para "Albertine disparue", de Marcel Proust.
1957 - Publica "Fala, amendoeira" e "Ciclo".
1958 - Publica-se em Buenos Aires uma seleção de seus poemas na coleção "Poetas del siglo veinte". É encenada e publicada a sua tradução de "Doña Rosita la soltera" de Federico García Lorca, pela qual recebe o Prêmio Padre Ventura, do Círculo Independente de Críticos Teatrais.
1960 - Nasce seu terceiro neto, Pedro Augusto, em Buenos Aires. A Biblioteca Nacional publica a sua tradução de "Oiseaux-Mouches orthorynques du Brèsil" de Descourtilz. Colabora em Mundo Ilustrado.
1961 - Colabora no programa Quadrante da Rádio Ministério da Educação, instituído por Murilo Miranda. Falece seu irmão Altivo.
1962 - Publica "Lição de coisas", "Antologia Poética" e "A bolsa & a vida". É demolida a casa da Rua Joaquim Nabuco 81, onde viveu 36 anos. Passa a morar em apartamento. São publicadas suas traduções de "L'Oiseau bleu" de Maurice Maeterlink e de "Les fouberies de Scapin", de Molière, esta última é encenada no Teatro Tablado do Rio de Janeiro. Recebe novamente o Prêmio Padre Ventura. Se aposenta como Chefe de Seção da DPHAN, após 35 anos de serviço público, recebendo carta de louvor do Ministro da Educação, Oliveira Brito.
1963 - É lançada sua tradução de "Sult" (Fome) de Knut Hamsun. Recebe os Prêmios Fernando Chinaglia, da União Brasileira de Escritores, e Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil, pelo livro "Lição de coisas". Colabora no programa Vozes da Cidade, instituído por Murilo Miranda, na Rádio Roquete Pinto, e inicia o programa Cadeira de Balanço, na Rádio Ministério da Educação. Viaja, com D. Dolores, a Buenos Aires durante as férias.
1964 - Publica a primeira edição da "Obra Completa", pela Aguilar.
1965 - São lançados os livros "Antologia Poética", em Portugal; "In the middle of the road", nos Estados Unidos; "Poesie", na Alemanha. Publica, em colaboração com Manuel Bandeira, "Rio de Janeiro em prosa & verso". Colabora em Pulso.
1966 - Publica "Cadeira de balanço", e na Suécia é lançado "Naten och rosen".
1967 - Publica "Versiprosa", "Mundo vasto mundo", com tradução de Manuel Graña Etcheverry, em Buenos Aires e publicação de "Fyzika strachu" em Praga.
1968 - Publica "Boitempo & A falta que ama". Membro correspondente da Hispanic Society of America, Estados Unidos.
1969 - Deixa o Correio da Manhã e começa a escrever para o Jornal do Brasil. Publica "Reunião (10 livros de poesia)".
1970 - Publica "Caminhos de João Brandão".
1971 - Publica "Seleta em prosa e verso". Edição de "Poemas" em Cuba.
1972 - Viaja a Buenos Aires com D. Dolores para visitar a filha, Maria Julieta. Publica "O poder ultrajovem". Jornais do Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre publicam suplementos comemorativos do 70º aniversário do poeta.
1973 - Publica "As impurezas do branco", "Menino Antigo - Boitempo II", "La bolsa y la vida", em Buenos Aires, e "Réunion", em Paris.
1974 - Recebe o Prêmio de Poesia da Associação Paulista de Críticos Literários. Membro honorário da American Association of Teachers of Spanish and Portuguese, Estados Unidos.
1975 - Publica "Amor, Amores". Recebe o Prêmio Nacional Walmap de Literatura e recusa, por motivo de consciência, o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal.
1977 - Publica "A visita", "Discurso de primavera e algumas sombras" e "Os dias lindos". Grava 42 poemas em 2 long plays, lançados pela Polygram. Edição búlgara de "UYBETBO BA CHETA" (Sentimento do Mundo).
1978 - Publica "70 historinhas" e "O marginal Clorindo Gato". Edições argentinas de "Amar-amargo" e "El poder ultrajoven".
1979 - Publica "Poesia e Prosa", 5ª edição, revista e atualizada, pela editora Nova Aguilar. Viaja a Buenos Aires por motivo de doença de sua filha Maria Julieta. Publica "Esquecer para lembrar - Boitempo III".
1980 - Recebe os Prêmios Estácio de Sá, de jornalismo, e Morgado Mateus (Portugal), de poesia. Edição limitada de "A paixão medida". Noite de autógrafos na Livraria José Olympio Editora para o lançamento conjunto da edição comercial de "A paixão medida" e "Um buquê de Alcachofras", de Maria Julieta Drummond de Andrade; o poeta e sua filha autografam juntos na Casa José Olympio. Edição de "En rost at folket", Suécia. Edição de "The minus sign", Estados Unidos. Edição de "Gedichten" Poemas, Holanda.
1981 - Publica "Contos Plausíveis" e "O pipoqueiro da esquina". Edição inglesa de "The minus sign".
1982 - Ano do 80º aniversário do poeta. São realizadas exposições comemorativas na Biblioteca Nacional e na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Os principais jornais do Brasil publicam suplementos comemorando a data. Recebe o título de Doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Edição mexicana de "Poemas". A cidade do Rio de Janeiro festeja a data com cartazes de afeto ao poeta. Publica "A lição do amigo - Cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade", com notas do destinatário. Publicação de "Carmina drummondiana", poemas de Drummond traduzidos ao latim por Silva Bélkior.
1983 - Declina do troféu Juca Pato. Publica "Nova Reunião (19 livros de poesia)", último livro do poeta publicado, em vida, pela Casa José Olympio.
1984 - Despede-se da casa do velho amigo José Olympio e assina contrato com a Editora Record, que publica sua obra até hoje. Também se despede do Jornal do Brasil, depois de 64 anos de trabalho jornalístico, com a crônica "Ciao". Publica, pela Editora Record, "Boca de Luar" e "Corpo".
1985 - Publica "Amar se aprende amando", "O observador no escritório" (memórias), "História de dois amores" (livro infantil) e "Amor, sinal estranho". Edição de "Frän oxen tid", Suécia.
1986 - Publica "Tempo, vida, poesia". Edição de "Travelling in the family", em New York, pela Random House. Escreve 21 poemas para a edição do centenário de Manuel Bandeira, preparada pela editora Alumbramento, com o título "Bandeira, a vida inteira". Sofre um infarto e é internado durante 12 dias.
1987 - No 31 de janeiro escreve seu último poema, "Elegia a um tucano morto" que passa a integrar "Farewell", último livro organizado pelo poeta. É homenageado pela escola de samba Estação Primeira de Mangueira, com o samba enredo "No reino das palavras", que vence o Carnaval 87. No dia 5 de agosto, depois de 2 meses de internação, falece sua filha Maria Julieta, vítima de câncer. "E assim vai-se indo a família Drummond de Andrade" - comenta o poeta. Seu estado de saúde piora. 12 dias depois falece o poeta, de problemas cardíacos e é enterrado no mesmo túmulo que a filha, no Cemitério São João Batista do Rio de Janeiro. O poeta deixa obras inéditas: "O avesso das coisas" (aforismos), "Moça deitada na grama", "O amor natural" (poemas eróticos), "Viola de bolso III" (Poesia errante), hoje publicados pela Record; "Arte em exposição" (versos sobre obras de arte), "Farewell", além de crônicas, dedicatórias em verso coletadas pelo autor, correspondência e um texto para um espetáculo musical, ainda sem título. Edições de "Moça deitada na grama", "O avesso das coisas" e reedição de "De notícias e não notícias faz-se a crônica" pela Editora Record. Edição de "Crônicas - 1930-1934". Edição de "Un chiaro enigma" e "Sentimento del mondo", Itália. Publicação de "Mundo Grande y otros poemas", na série Los grandes poetas, em Buenos Aires.

AUSÊNCIA


Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,

que rio e danço e invento exclamações alegres,

porque a ausência assimilada,

ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade