13 de março de 2013

Venha

Por favor se está chegando venha , chegue chegando, não venha morno, requentado, amores requentados fazem mal. Venha pronto e venha inteiro. Se jogue de cabeça como eu me joguei, não venha com desculpas esfarrapadas, não venha pela metade, venha, chegue com tudo que você tem e pode oferecer, se não for por completo, não quero, cansei de meias verdades, de um amor morno e pela metade. Se é pra vê o por do sol venha chegue cedo não venha depois do entardecer, depois já é tarde demais.

Beijos amores e amoras

11 de março de 2013

Odeio


"Odeio atenuantes, desculpas, restrições. Odeio quem marca e desmarca. Odeio quem maltrata a esperança do outro, quem não cuida da expectativa que mesmo criou. Odeio quem afirma que não tem saída, que surgiu algo importante, que está de mãos amarradas. Sempre há o que fazer. Sempre podemos escolher. Odeio quem diz que vai e depois retira a palavra. Quem sempre inventa um senão de última hora. Quem não banca seu desejo. Quem finge intensidade para soar romântico. Adiar não é esperança. Um sim pela metade é não. Respeito aquele que sofre de medo, jamais respeito aquele que aceita ser menor do que o medo. Respeito aquele que sofre de dúvida, jamais respeito aquele que coleciona incertezas. Na paixão, ou é ou não é. Não se negocia com a loucura." ( Fabrício Carpinejar )

Amizade

Todos os dias vejo a importância dos amigos em nossa vida, mas como hoje em dia amizade é coisa rara, fico a me perguntar? O que leva um amigo a trair? Chego a conclusão que então não era amizade.
Amizade é confiança, lealdade, é estar junto, compreender, mas nunca passar a mão nos erros do outro, dizer o que o outro quer escutar.
Eu penso assim, já os outros não sei, e os ditos amigos tem se ido em minha vida. Sim eles tem desaparecido, mostram-se então que não eram amigos.
Amizade vai além das confidências, mas elas tem que existir, se não ...não existe cumplicidade e se não existir cumplicidade não é amizade.
Me decepciono com amigos freqüentemente, pois penso que eles são como eu, verdadeiros, sinceros, mas...no final das contas não o são...
Sei que está longe de encontrar esse amigo. Que não erra, que não mente, que não esconde ...mas amigo é fazer tudo isso? Não!
Então fico eu cá com meus pensamentos.


Beijos

5 de março de 2013

Despedida


DESPEDIDA

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
Martha Medeiros


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Beijos amores e amoras